O que te faz humano?
A primeira pergunta a se fazer é: o que é SER humano? Eu gosto de contextualizar, pois sempre quando falamos estamos dizendo algo a partir de um referencial, faz sentido?
Daí vem a pergunta: qual é o seu referencial de humano?
Talvez o que me faça humano são exatamente as minhas “imperfeições”, mas, isso não define, é apenas um caminho…, compreendo o Ser Humano como uma construção de pensamentos, emoções e criação. Dentro deste contexto, há uma pluralidade de conceitos… conceitos estes que, na minha humilde opinião, nunca definiram exatamente o SER Humano, apenas indicam caminhos de compreensão.
Na mescla de insanidades e abstinência de si, vamos buscando um equilíbrio efêmero, frente a frenética busca por um modelo minimamente estruturado. Por vezes, estes moldes, dos quais nos condicionamos, vão tão de encontro a nosso espaçoso SER que adoecemos. Nesta busca de inclusão, conceito e autopercepção caímos na incansável procura da perfeição, então me pergunto: o que vem a ser este molde de SER humano moderno e “perfeitinho”, sem nenhum lado obscuro?
Tenho percebido modelos que nos são endereçados, sem nunca nos ter perguntado se tais moldes comportam a pequenez do ser ou a grandeza do SER.
O meu convite é para uma desconstrução… isso mesmo, desconstrução de moldes, de estruturas, de racionalização do SER. Portanto, um convite para um sentir, um perceber e, por fim, um torna-se, ou melhor, um apenas SER…
Então para, respirar e adentrar, a fim de que possa encontrar o seu SER HUMANO… Aparando suas arestas, respeitando seu tempo em ser e estar no mundo… Deixar o que não te cabe e ir… Não te enquadras, apenas utiliza os instrumentos que tem de compreensão, para navegar no mais profundo eu e, assim, deixar fluir o SER HUMANO que já se fez…
